Após alguns anos a Familia da Jovem Jôissi Oyala da Silva fica frente a frente com o assassino da jovem.

Iniciou-se as 8:30 da manhã no Tribunal do Juri da comarca de Araruna na PB o julgamento através de júri popular de Romildo Paulino dos Santos, o mesmo na tarde de 16 de Agosto de 2009 desferiu cutiladas de faca peixeira 14 polegadas contra a Vitima e a Tia da vitima. Na oportunidade Joissi não resistiu ao ferimento na região do pescoço e faleceu a caminho do Hospital. O crime aconteceu após uma serie de investidas amorosas do criminoso obcecado pela vitima e o motivo da fúria teria sido a recusa da vitima em aceitar um namoro com ele. Por varias vezes Romildo foi repreendido pelo Pai da vitima que em uma das vezes chegou a ter uma briga com o assassino e outras vezes a policia foi acionada mas não foi suficiente para evitar a tragedia que chocou a região. Na tentativa de se livrar dos assédios a família de Jôissi a transferia de escola em escola e ate morar com a Vó ela passou a morar para não ter que esperar o transporte escolar na região onde o mesmo habitava, em fim ele a assassinou e hoje foi Julgado.
O JULGAMENTO
Depois de adiado por duas ou mais vezes em fim hoje foi realizado o julgamento, ao saber que hoje seria o dia "D" dezenas de familiares e amigos em um ônibus se dirigiram com destino ao fórum de Araruna, por La a emoção tomava conta de cada uma daquelas pessoas, Cartazes e BANER pedindo justiça foram colocados no recinto onde era possível sentir ao olhar nos olhos de cada uma das pessoas a emoção de estarem ali para reviver um momento tão difícil que foi o dia 16 de agosto de 2009, e pior ainda ter que olhar pela primeira vez depois do crime no rosto do assassino.
O juiz Dr. Ricardo da Silva Brito intimou vinte e cinco populares previamente selecionados da sociedade da comarca e destes apenas sete foram sorteados para fazerem o julgamento, após os sorteios com os jurados nos seus lugares o Juiz chamou a sua frente o assassino Romildo Paulino dos Santos afim de responder alguns questionamentos do Juiz, como era um direito do Reu responder o que achasse conveniente o mesmo disse não lembrar de ter matado a jovem nem saber onde estaria arma e nem conhecer a vitima, poderia ser uma estratégia de defesa pois em outros depoimentos durante a formação dos autos o mesmo chegou a confessar o crime e desta vez disse conhecer muitas pessoas na região mas que não conhecia a vitima nem o pai da mesma.
A palavra foi concedida a acusação onde Dr. Marinho Mendes e Dr. Junior Gurgel se revezaram nas denuncias e nas explanações pediram a qualificação do crime ao jure durante cerca de 90 minutos citou-se o nome de Deus atribuindo a ele a responsabilidade única de dar e tirar a vida de qualquer ser humano, nas muitas colocações Dr. Junior Gurgel em uma delas ele usou uma irmã da vitima e mostrou o modo operante que o assassino na época bem mais forte que agora usou na consumação do assassinato contra uma jovem indefesa, Dr. Marinho Mendes demonstrou junto com Junior Gurgel uma grande capacidade de convencimento ao proferir uma horatória ao mesmo tempo digna de atenção e de inteligência impar. Ao se levantar para fazer a acusação Dr. Junior Gurgel surpreendeu a todos com um jeito de andar do acusado e se dirigindo ate ele o entregou uma rosa vermelha.
Após a acusação a defesa se manifestou e em seus 90 minutos não acrescentou nada, com uma vertente pouco convincente o defensor Publico Dr. Antonio chegou a se contradizer por varias vezes e dizia aos jurados que o Réu não era uma pessoa má e que o crime que o mesmo praticou na poderia ser qualificado pois o vitima só havia morrido a caminho do hospital, o publico deixava o auditório quase que por completo pois o discurso da acusação era um tanto quanto enfadonho e ninguém mais agüentava ouvir e as criticas eram de toda fé. em certo momento ele disse que ate mesmo um cachorro tem direito de viver o que condenou mais ainda seu cliente e hora era julgado por tira a vida de uma pessoa. Por fim sem testemunhas a favor do réu e sem provas substanciais a defensória sentindo-se sem saída pediu para que o réu fosse julgado culpado porem pedia a não qualificação do crime, segundo ele o que tinha ocorrido teria sido uma tentativa de homicídio e que o agravante da tentativa de estupro não fosse levado em consideração. A fuga do foco do julgamento aconteceu por varias vezes quando o Dr. Antonio falou sobre os políticos e sobre religião deixando os presentes confusos no plenário.
A SENTENÇA
Já passava das 17 horas quando o Juiz Dr. Ricardo da Silva Brito conclamou os presentes para a leitura da sentença. “ O REU FOI CONDENADO A 19 ANOS DE RECLUSÃO EM REGIME FECHADO” NO PRESIDIO DE JOÃO PESSOA, NÃO CABENDO PEDIDO PARA RECORRER EM LIBERDADE UMA VEZ QUE O MESMO JÁ ESTA CUMPRINDO A PENA .
FONTE : REGIONAL ONLINE
DE PASSA E FICA-RN